Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Stylista

planet tech

 

 

Vamos falar um bocadinho sobre esta edição do Web Summit?

Alguém andou por lá?!

 

 

Este ano ao contrário do ultimo - em que passei lá cada segundo, sozinha, focada, e a absorver tudo e mais alguma coisa - só consegui fazer umas passagens rápidas e pouco planeadas. Ainda assim, consegui ver uma série de talks interessantes - porque há sempre! - nas várias áreas, e foi isto que retive (vai assim por bullets, vamos lá ver se me consigo explicar):

 

  • senti que há dois monstros gigantes 'na sala': um chamado Facebook e outro chamado Google, e que O MUNDO INTEIRO se está a tentar adaptar à presença, à força e à dependência/envolvência da maior parte do universo a estas duas plataformas. A publicidade está a sofrer porque as marcas agora acham que podem comunicar sozinhas através das novas plataformas (enchendo as redes sociais de muita comunicação vazia e desinteressante), a televisão está a sofrer porque os miúdos gravitam à volta do YouTube e do Netflix, a CNN, New York Times, etc, estão a sofrer porque as pessoas conseguem ter notícias em todo o lado e de forma gratuita; enfim, todas as industrias estão a ser impactadas pela existência destes novos colossos (que nós escolhemos) e pareceu-me estar tudo a tentar encontrar o seu novo lugar neste mundo. De que forma nos vamos adaptar? De que forma vamos continuar? A resposta a maior parte das vezes era 'fazendo o que fazemos até hoje, sem pensar nessa ameaça, e na esperança que o consumidor nos procure porque oferecemos conteúdos sérios, profissionais e com décadas de experiência (em oposição a noticias grátis que são muitas vezes falsas, artigos de opinião fracos, vídeos amadores, publicidade muito básica, etc, etc, etc)' e/ou colaborar da melhor forma possível com o que estas plataformas nos disponibilizam. Em resumo: enquanto o ano passado senti muita euforia por estarmos a viver num total mundo novo, este ano senti que está tudo a fazer um esforço grande para se adaptar ao tal novo mundo, e em muitos casos com grande dificuldade. (nada de absolutamente novo, penso que o mesmo terá acontecido quando apareceu a televisão e outros eventos da mesma natureza que de facto, mudaram muitas formas de pensar e agir).
  • senti - ainda relacionado com o Facebook e redes sociais - que há uma enorme necessidade de regulamentação e responsabilização destas plataformas por uma série de maus usos da mesma. Quem está à frente destas marcas/empresas também não está a saber ainda responder e responsabilizar-se pela força inesperada que estas plataformas ganharam (quando são usadas de forma perversa trazem graves problemas).
  • senti que a Inteligência Artificial e a Realidade Virtual eram os temas da maior parte das talks, estão aí e estão a chegar-nos à velocidade da luz! (Me-do!) Robots por todo lado a fazer uma série de coisas por nós (me-do!). E muito entusiasmo também porque de facto, o que está a ser feito nesse sentido é impressionante.

 

Não ouvi talks sobre moda e e-commerce (acho que este ano a oferta nesse sentido não era tanta) e tenho impressão que se falava menos sobre filantropia (que era a grande tendência da edição anterior). Fala-se muito na sustentabilidade (claro), ouvi algumas talks interessantes sobre plástico e os oceanos, mas senti - e aqui a minha visão é muito simplista porque como vos disse assisti a 10 talks no máximo - que a grande preocupação é encontrarmos todos o nosso novo lugar nesta nova arena profissional (ou o mesmo lugar adaptado à nova realidade); uma arena totalmente imprevisível e em constante mudança. É motivo para grande preocupação e é motivo também para grande entusiasmo porque não há limites para o que se possa imaginar e concretizar.

 

 

 

Alguém desse lado foi? O que sentiram?

Desculpem a minha visão tão pouco articulada;

é capaz de ser da hora...

Hoje já não vou conseguir passar por lá

mas gostava de ouvir as vossas impressões.

 

 

 

Até já!

 

 

 

 

7 comentários

Comentar post