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Stylista

planet tech

 

 

Vamos falar um bocadinho sobre esta edição do Web Summit?

Alguém andou por lá?!

 

 

Este ano ao contrário do ultimo - em que passei lá cada segundo, sozinha, focada, e a absorver tudo e mais alguma coisa - só consegui fazer umas passagens rápidas e pouco planeadas. Ainda assim, consegui ver uma série de talks interessantes - porque há sempre! - nas várias áreas, e foi isto que retive (vai assim por bullets, vamos lá ver se me consigo explicar):

 

  • senti que há dois monstros gigantes 'na sala': um chamado Facebook e outro chamado Google, e que O MUNDO INTEIRO se está a tentar adaptar à presença, à força e à dependência/envolvência da maior parte do universo a estas duas plataformas. A publicidade está a sofrer porque as marcas agora acham que podem comunicar sozinhas através das novas plataformas (enchendo as redes sociais de muita comunicação vazia e desinteressante), a televisão está a sofrer porque os miúdos gravitam à volta do YouTube e do Netflix, a CNN, New York Times, etc, estão a sofrer porque as pessoas conseguem ter notícias em todo o lado e de forma gratuita; enfim, todas as industrias estão a ser impactadas pela existência destes novos colossos (que nós escolhemos) e pareceu-me estar tudo a tentar encontrar o seu novo lugar neste mundo. De que forma nos vamos adaptar? De que forma vamos continuar? A resposta a maior parte das vezes era 'fazendo o que fazemos até hoje, sem pensar nessa ameaça, e na esperança que o consumidor nos procure porque oferecemos conteúdos sérios, profissionais e com décadas de experiência (em oposição a noticias grátis que são muitas vezes falsas, artigos de opinião fracos, vídeos amadores, publicidade muito básica, etc, etc, etc)' e/ou colaborar da melhor forma possível com o que estas plataformas nos disponibilizam. Em resumo: enquanto o ano passado senti muita euforia por estarmos a viver num total mundo novo, este ano senti que está tudo a fazer um esforço grande para se adaptar ao tal novo mundo, e em muitos casos com grande dificuldade. (nada de absolutamente novo, penso que o mesmo terá acontecido quando apareceu a televisão e outros eventos da mesma natureza que de facto, mudaram muitas formas de pensar e agir).
  • senti - ainda relacionado com o Facebook e redes sociais - que há uma enorme necessidade de regulamentação e responsabilização destas plataformas por uma série de maus usos da mesma. Quem está à frente destas marcas/empresas também não está a saber ainda responder e responsabilizar-se pela força inesperada que estas plataformas ganharam (quando são usadas de forma perversa trazem graves problemas).
  • senti que a Inteligência Artificial e a Realidade Virtual eram os temas da maior parte das talks, estão aí e estão a chegar-nos à velocidade da luz! (Me-do!) Robots por todo lado a fazer uma série de coisas por nós (me-do!). E muito entusiasmo também porque de facto, o que está a ser feito nesse sentido é impressionante.

 

Não ouvi talks sobre moda e e-commerce (acho que este ano a oferta nesse sentido não era tanta) e tenho impressão que se falava menos sobre filantropia (que era a grande tendência da edição anterior). Fala-se muito na sustentabilidade (claro), ouvi algumas talks interessantes sobre plástico e os oceanos, mas senti - e aqui a minha visão é muito simplista porque como vos disse assisti a 10 talks no máximo - que a grande preocupação é encontrarmos todos o nosso novo lugar nesta nova arena profissional (ou o mesmo lugar adaptado à nova realidade); uma arena totalmente imprevisível e em constante mudança. É motivo para grande preocupação e é motivo também para grande entusiasmo porque não há limites para o que se possa imaginar e concretizar.

 

 

 

Alguém desse lado foi? O que sentiram?

Desculpem a minha visão tão pouco articulada;

é capaz de ser da hora...

Hoje já não vou conseguir passar por lá

mas gostava de ouvir as vossas impressões.

 

 

 

Até já!

 

 

 

 

web summit | resumo

 

 

 

O Web Summit acabou ontem e uma vez mais deixo por aqui alguns tópicos a meu ver interessantes que foram discutidos. Fiquei com pena de não ter visto TODAS as conversas (acho que ainda vou ter que fazer uma maratona de vídeos) e orgulhosa por termos tido esta concentração tão especial na nossa cidade :)

 

Achei muito enriquecedor e inspirador este WS! Em termos de contactos pareceu-me confuso (aliás eu tinha uma série de reuniões agendadas às quais nem consegui ir) mas as conversas e apresentações foram muito giras - andei sempre a correr de palco em palco sem tempo para pausa nenhuma.

 

O que vi ontem e me chamou a atenção:

 

  • conversa sobre sustentabilidade na industria da Moda moderada pela Miroslava Duma - é a tal conversa que temos que quer (ainda que algumas de vocês achem que me 'fica mal' ter este tipo de preocupação) mas terá que ser num novo Post só sobre isto. É um tema difícil, sem soluções óbvias. Vou ver se consigo escrever esse Post durante o fim-de-semana para podermos discuti-lo durante a próxima semana.
  • the dark side of the tech lane (palco Future Societies): achei esta apresentação muito pertinente e surpreendente. Só se falou de empreendedorismo pelo Web Summit; é muito giro termos todos os nossos negócios neste mundo cada vez mais competitivo e é muito giro sermos todos muito bem sucedidos. No entanto, isso nem sempre acontece e, mesmo quando acontece, tem efeitos colaterais. A nossa vida, a nossa saúde, a nossa família e amigos podem sofrer os danos colaterais do nosso foco (quase sempre a roçar a obsessão - porque não há outra maneira!) com o nosso negócio. O tempo é escasso, o cansaço é muito e isso afecta 1) as nossas relações (com parceiros, sócios, família, amigos, filhos, marido/mulher) e 2) a nossa saúde. Há muitos esgotamentos, há muitos divórcios, há muitas depressões, há muita ansiedade e há muitas vezes uma alienação total de nós próprios. Esta apresentação teve uma ressonância especial para mim porque entro facilmente nesta espiral de não comer, não dormir, não estar presente, para conseguir dar tudo nos meus projectos. As lições (que tenho vindo a aprender e a aplicar com baby steps): desligar e comer, desligar e dormir, desligar e estar com os outros, desligar e tratar da saúde, desligar e ir fazer caminhadas, desligar e pensar no que é que é realmente importante. Mais fácil dito do que feito mas... em BOM progresso :)

 

 

Highlights gerais - e transversais - em conversas com focos diferentes (achei importante fazer estas rondas) desde Food, Health, Philanthropy, Advertising, Fashion, Retail, Finance, etc:

 

  • A coisa mais importante na comunicação hoje em dia: Storytelling! Adequar as historias aos meios - e os únicos meios viáveis hoje em dia são as redes sociais. Ponto final. Não importa se são historias compridas ou curtas, importa serem historias bem feitas.
  • A coisa mais importante nos negócios hoje em dia: analise de dados! Data, data, data, data, data. Só se fala nisto. Todas - mas mesmo todas! - as acções têm que ser medidas e avaliados para que as estratégias possam ser alinhadas quase semanalmente. Times are changing. Fast.
  • Criar comunidades. Não interesse ter uma multidão, interessa ter uma comunidade; um grupo de pessoas que reconheça o valor no produto que o nosso negócio apresenta. 
  • Criar um propósito. O produto ou serviço apresentado tem mesmo que ter valor, propósito e relevância para os consumidores. Não pode ser vago nem parecido com outros.
  • The philanthropy wave: a nova tendência é, como já vos tinha dito, ajudar o nosso planeta. Activism is the new black. Awareness is the new cool. 

 

 

 

 

A conversa mais inspiradora (que não vi ao vivo mas vi em streaming - obrigada M!)

está no Facebook Stylista!

 

Comecem a ver no minuto 2, ponham o som bem alto e

...está tudo dito aqui!

 

BRUTAL.

 

 

 

The future is awesome

e não há melhor sítio para começar do que em Lisboa :)

 

 

Até já!

 

 

 

 

 

web summit

 

 

Ontem não consegui entrar no Opening do Web Summit - estava um mar de gente - por isso hoje acordei às 6h, cheguei mais do que a tempo, parei o carro na maior, fiz a Registration e entrei neste Mundo encantado da tecnologia (que eu adoro, adoro, adoro!) sozinha, com um sorrisão na cara e cheia de vontade de andar, livre, a explorar e a absorver todas as conversas em todos os palcos. (tão bom!)

 

De App aberta e telefone sempre na mão, lá ia vendo o My Schedule (um plano que fiz uns dias antes) para saltitar - a cada 30mn - de palco em palco, pavilhão em pavilhão, conversa em conversa. 

 

O Web Summit para mim é o equivalente ao Disneyworld para um miúdo de 10 anos e por isso é que tratei de comprar o meu bilhete já há uns meses. Adoro esta 'história' das Apps, da conectividade, da evolução para negócios cada vez mais mobile, das relações com tanta tecnologia, da nossa dinâmica, do bom, do mau, do feio, do maravilhoso. É uma loucura (boa) ouvir estas pessoas com percursos tão interessantes e os seus discursos super simples, acessíveis, divertidos e sem floreados (nem gravatas). É fantástico estar no meio de tanta gente de tantos lados do Mundo, visitar os mini Stands com Start-Ups cheias de ideias doidas e pensar que tudo isto é muito exciting.

 

Os meus olhos brilharam de entusiasmo o dia todo. Não fui para fazer contactos nem para conhecer marcas ou pessoas (claro que tudo isso é bem-vindo pelo caminho), fui para absorver esta explosão de experiências.

 

Dormi 5h (entretanto ainda há muita coisa a andar com a organização do Winter Market, e eu estou cada vez mais eufórica com tudo!), deitei há um tempo a criançada, e por isso, não estou capaz de articular nada de especial mas posso deixar-vos algumas ideias soltas que fui registando ao longo das cerca de 6 conversas a que assisti. 

 

 

  • Senti que o foco está a voltar para as pessoas; senti uma certa vontade de humanizar a tecnologia. Passar do 'a tecnologia está aqui para vos distrair e entreter' para ' a tecnologia está aqui para vos ajudar, unir e servir'. E ouvi projectos muito giros neste sentido.
  • Senti que no futuro o discurso é 'sobre nós' e não 'sobre mim'. O 'eu acho isto' está a evoluir para 'nós somos capazes de conseguir juntos aquilo'. As pessoas estão aborrecidas de conteúdos que se esvaziam em segundos, querem ver acção, propósito e sentido.
  • Senti que 'fazer um dinheirão' perdeu a graça. Ser criativo, trabalhar em conjunto, e conseguir resultados que beneficiem uma comunidade é muito mais satisfatório do que isso. 
  • Senti que Ajudar é a nova tendência, e que a tecnologia está a ser muito útil porque está a dar-nos uma noção mais real dos problemas do mundo (via live stream) e do impacto que a nossa ajuda pode ter. A apresentação da Epic Foundation foi demais! Mais um caso de um empreendedor nesta área da tecnologia que fez muito dinheiro e... percebeu que viver é muito mais do que stress e status. O 'ter' está a dar lugar ao 'fazer'. 
  • Mas... o consumo continua a ser muito interessante! Cada vez mais interessante, complexo e cheio de novas dimensões. O consumo continua a ser importante mas a forma como o vamos fazer está a mudar. 
  • Senti que há espaço para todas as ideias, senti que há imensos nichos de mercado por explorar nestes estilos de vida modernos e senti que a verdadeira dificuldade não é criar um negocio... é mante-lo vivo! Tudo o que possa ser criado pode ser ultrapassado e substituido em muito pouco tempo.  A apresentação keeping your product relevant foi muito interessante (está tudo a ser passado onlinese conseguirem encontrar vejam).
  • E por ultimo senti que queria ter visto todas as conversas e não apenas meia duzia.

 

Enfim, há tanto para digerir ainda (tanta mudança a toda a velocidade!), mas acho que de uma forma geral todas as conversas tocavam - de forma mais subtil ou mais óbvia - nestas alterações dramáticas do eu para o nós, do ter para o fazer, da passividade para a acção, da previsibilidade do ecrã para a dinâmica surpreendente do Mundo real. Sempre com tecnologia mas usada de forma a puxar por nós, em vez de nos deixar dormentes.

 

 

Amanhã há mais e na 5ª feira estou ansiosa para ouvir

a Miroslava Duma!

 

 

Depois conto-vos :)

 

 

 

 

óculos Komono • jóias Carolina Curado

capa de iPhone Pop the Bubble Store

 

 

 

 

 

 Tudo no

Winter Market Stylista

Dias 26 e 27 de Novembro

entre as 10 e as 19 horas

na Cordoaria Nacional

 

 

Fotografia

Gonçalo M Catarino | KAEOT